O que vejo, o que leio, o que me transforma (1)

Resolvi começar o ano com uma postagem de uma seção nova. E por que não uma seção que tenha a ver com mudanças, sobre os filmes aos quais assistirei, os livros aos quais lerei e que de alguma forma vão me mostrar que é preciso mudar, que é possível mudar algo em mim.

E começo pela alimentação.

Estou lendo “Você tem fome de quê?”, do Deepak Chopra. Título e subtítulo enganam muito. A princípio, parece só mais um método infalível para a reeducação alimentar, parece autoajuda. E não foi por eles que o livro me chamou a atenção. Foi uma coincidência, aliás. Estava para comprar outro livro do Chopra, indicado por uma amiga, mas a sinopse desse me chamou mais a atenção. Então, ponto para quem escreveu a sinopse, coisa meio complicada. Quero fazer resenha desse livro, então não vou me alongar. Sobre o que ele mudou na minha alimentação: muita coisa. E muita coisa que ele fala eu já sei, só que nem sempre pratico. Por descaso, por descuido, por sabotagem a mim mesma. A partir de agora serei mais atenta a esses detalhes que tanto fazem a diferença.

Ontem assisti a um documentário sobre a indústria do agronegócio, que achei muito bom. Ao mesmo tempo em que é bom, é perturbador. Fala sobre a extrema influência do que a maioria das pessoas (eu entre elas) come na questão das mudanças climáticas. A carne, principalmente. Os números desse verdadeiro crime ambiental são assustadores. E muito tristes. Assusta e entristece saber que essa forma como comemos enriquece indústrias que não estão nem aí para a nossa saúde e nem aí para as consequências da exploração ao consumo desenfreado no meio ambiente, porque o importante é o lucro.

Livro e documentário me ajudaram a decidir algo que há um bom tempo venho pensando em mudar na minha alimentação: deixar de consumir carne. Eu já não tomo mais leite desde agosto de 2015 e minhas suspeitas se confirmaram: simplesmente não tive mais azia. E ter azia era uma sensação horrível! Hoje em dia os laticínios não me fazem falta. Tenho consumido apenas manteiga, mais no preparo de algum prato do que no pão, algo que agora consumo de forma bem menos frequente. Se como um pão por semana é muito. O mesmo com relação à farinha. O trigo é um dos alimentos industrializados mais complicados, ao lado da soja. Quem dera pudéssemos comer como três séculos atrás, com trigo e soja plantados de forma que nos fizessem bem, mas não dá mais. Ainda assim, consumo trigo, embora seja apenas naquele pão que mencionei acima, ou raramente em uma macarronada, que já virou item raro na minha alimentação também. E consumo com muito cuidado, pois um pouco a mais  que seja já me deixa dias com dor de cabeça, com sensação de ressaca mesmo… Soja, só o óleo quando não tem jeito mesmo, quando estou fora de casa. Em casa, já faço uso de azeite extravirgem ou óleo de coco, mas nada de fritura.

Estou feliz por todas essas mudanças, mas ainda não parecia ser o suficiente para a minha consciência. Então a partir de hoje decidi, nada de carne, por minha vontade. De origem animal, apenas ovos e leite em forma de manteiga ou queijo, por exemplo, mas em quantidade bem reduzida. Agora tenho a segurança de que é possível e é preciso.

Por um tempo participei do projeto “Segunda sem carne”, deixando de comer carne às segundas-feiras. Mas isso me trazia um peso ainda maior na consciência, como se eu estivesse enganando a mim e a todo mundo. Qualquer atitude no sentido de reduzir o consumo de carne é válida, em vista da situação que estamos vivendo atualmente em relação ao meio-ambiente, mas ontem, quando vi uma pecuarista afirmar que amava os animais, ainda que tivesse que abatê-los dali a uma semana, me senti tão falsa quanto ela.

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O prato acima foi o meu prato do café da manhã hoje. Como sigo a low carb paleo também, não tem problema comer vegetais ou outras coisas no café da manhã. Hoje é o dia em que posso comer de forma liberada, sem fazer jejum intermitente, mas dentro de uma certa quantidade de calorias, que no meu caso é o limite de 1800. E como mais tarde sairei com as filhas e é provável que eu coma alguma coisa fora do que costumo comer, resolvi já comer um pouco do que eu adoro: mandioca passada no óleo de coco, apenas para dourar, chuchu temperado com azeite e gengibre e umas azeitonas. Pronto. Faltaram as folhas, mas é porque não tenho encontrado nada fresco nos supermercados, estão murchos, nada animadores pra consumo. Como hoje é quarta-feira e tradicional dia de feira livre, a coisa melhora bastante e depois do cinema voltarei ao mercado com as meninas pra uma nova tentativa. Estou morrendo de vontade de comer agrião ou couve. Ou os dois, rs.

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